Papa desafia Padres Marianos à simplicidade

Papa aos Padres Marianos: serviço a Cristo e à Igreja com sentido de memória
Papa Francisco recebeu em audiência neste sábado (18/02), na Sala do Consistório do Vaticano, cerca de 40 participantes no Capítulo Geral dos Padres Marianos da Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria, reunidos em Roma para reflectir sobre as leis e estatutos da Congregação.

No seu discurso o Papa elogiou a iniciativa pois hoje, disse, é urgente para cada Instituto a necessidade de uma renovada referência à Regra, porque nela e nas Constituições se encontra todo um itinerário de sequela, qualificado por um carisma específico autenticado pela Igreja. E Francisco exortou-os, portanto, a fazer tal reflexão com fidelidade ao carisma do Fundador e ao património espiritual da Congregação, tendo ao mesmo tempo o coração e a mente abertos às novas necessidades da gente, mas sempre com elevado sentido da memória:

“É verdade que devemos seguir em frente com as novas necessidades, os novos desafios, mas recordai-vos: não se pode ir para frente sem memória; é uma tensão, continuamente, se eu quero ir para frente sem a memória do passado, da história, dos fundadores, dos grandes, e também dos pecados da Congregação, não poderei ir para frente – esta é uma regra, a memória”:

O exemplo de Santo Estanislau de Jesus e Maria, que havia entendido plenamente o sentido de ser discípulo de Cristo, seja luz e guia no vosso caminho, disse Francisco, que acrescentou:

“O testemunho cristão requer também o compromisso com e para os pobres, um empenho que caracteriza o vosso Instituto desde o início. Encorajo-vos a manter viva esta tradição de serviço às pessoas pobres e humildes, através do anúncio do Evangelho com linguagem a eles compreensível, com as obras de misericórdia e o sufrágio dos defuntos”.

E o Papa falou também de uma outra importante herança espiritual dos Clérigos Marianos: aquela deixada pelo Beato George Matulaitis, que viveu na total dedicação à Igreja e ao homem para “ir corajosamente – como dizia – trabalhar e lutar pela Igreja, especialmente onde for mais necessário”. Que a sua intercessão vos ajude a cultivar em vós esta atitude, que nas últimas décadas tem inspirado as vossas iniciativas para difundir o carisma do Instituto nos Países pobres, especialmente em África e na Ásia, ressaltou Francisco:

“O grande desafio da inculturação pede-vos hoje para anunciar a Boa Nova em linguagens e modos compreensíveis aos homens do nosso tempo, envolvidos em processos de rápida transformação social e cultural. A vossa Congregação tem uma longa história, escrita por corajosas testemunhas de Cristo e do Evangelho. Seguindo estas pistas sois hoje chamados caminhar com renovado zelo para trilhardes, com liberdade profética e são discernimento, novas estradas apostólicas e fronteiras missionárias, cultivando uma estreita colaboração com os Bispos e os outros componentes da Comunidade eclesial”.

Na verdade, muitos esperam ainda conhecer Jesus, único Redentor do homem, e não poucas situações de injustiça e mal-estar moral interpelam hoje os crentes, observou Francisco, acrescentando que esta urgente missão requer conversão pessoal e comunitária. Somente corações totalmente abertos à acção da graça serão capazes de interpretar os sinais dos tempos e acolher os apelos da humanidade sedenta de esperança e paz – rematou Francisco.
A terminar o Papa exortou os Clérigos Marianos a serem corajosos seguindo o exemplo do fundador no serviço a Cristo e à Igreja, respondendo aos novos desafios e às novas missões, mesmo que humanamente possam parecer arriscadas.

À vossa Mãe e Padroeira, Maria Imaculada, confio o vosso caminho de fé e crescimento, em constante união com Cristo e o seu Espírito Santo, que faz de vós testemunhas da ressurreição – concluiu Francisco – concedendo cordialmente aos presentes, a toda a Congregação e seus colaboradores leigos, a sua Bênção Apostólica.

Radio Vaticana

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